A Secretaria Extraordinária de Políticas Públicas para as Mulheres realiza nesta sexta-feira (07), às 15hs, no Paço Municipal, uma reunião para definir os preparativos para as comemorações alusivas ao Dia da Profissional do Sexo, que acontece no dia 2 de junho. As secretarias de Desenvolvimento Social (Sedes), Saúde (SMS), Comunicação (Secom), Desenvolvimento Urbano (Sedurb), Turismo (Setur), Esporte, Juventude e Recreação (Sejer), também participam da reunião.
De acordo com a secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres, Nezia Gomes, há seis anos a Prefeitura, a Associação das Profissionais do Sexo da Paraíba (Apros) e a Agência Ensaio de Fotojornalismo realizam uma série de atividades para comemorar o Dia Internacional das Profissionais do Sexo. É um projeto cultural denominado: Somos o que Somos. Nesta reunião iremos definir toda a programação, explicou.
Conscientização – Segundo a presidente da Apros/PB, Luzanira Silva, cerca de 500 profissionais trabalham na grande João Pessoa. Ela informa que a Associação tem desenvolvido diversas ações educativas junto as mulheres. Nosso contato é diário e nosso trabalho é de orientá-las quanto às doenças sexualmente transmissíveis, assim como informá-las quanto à violência contra a mulher, afirmou.
Sobre a data comemorativa, Luzanira Silva entende que é importante ocorrer a comemoração através de um projeto cultural, o Somos o que Somos. Este ano vamos dar continuidade a esta festa, que acontecerá na rua da Areia , no Centro, com a participação de artistas, cirandas e a famosa Corrida da Calcinha, complementou. A reunião com as secretarias parceiras do evento está agendada para acontecer às 15 horas, na sala de reunião da Secretaria da Mulher, localizada no Paço Municipal Centro.
Dia Internacional da Prostituta – A data é marcada no dia 2 de junho porque, em 1975, 150 profissionais do sexo ocuparam a igreja de Saint-Nizier, na França, e protestaram contra multas e detenções. As mulheres exigiam que o seu trabalho fosse considerado tão útil à França como outro qualquer. Outras 200 prostitutas percorreram as ruas de carro distribuindo folders, com denúncias de que eram vítimas de perseguição policial, o que as impedia de trabalhar. Uma carta foi enviada ao então presidente Giscard dEstaing.
O movimento se ampliou para várias cidades francesas além de Lyon, como Marselha, Montpellier, Grenoble e Paris, onde profissionais também entraram em greve. Ao ter a coragem de romper o silêncio e denunciar o preconceito, a discriminação e as arbitrariedades, chamando a atenção para a situação em que viviam, as prostitutas de Lyon entraram para a história.